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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Favela vai continuar até Abril...

É com grande descontentamento que informamos que a Reintegração de Posse da invasão dandara foi suspensa. 

Até 03/04/2012  teremos de aturar esse desrespeito, data em que foi marcada pelo Juiz da 6ª Vara da Fazenda de MG uma audiência de conciliação (porque tão longe???) conciliar mais o que???

De acordo com pesquisa no site do TJMG nos inteiramos de que os Defensores Públicos de MG conseguiram que o processo fosse levado para a 6ª Vara de Fazenda Publica de MG, mais especificamente a cargo do Juiz  Manoel dos Reis Morais, o mesmo que a tempos atrás publicou uma carta de apoio aos invasores (Veja teor Aqui).  


Pressionaram tanto que não houve como o Desembargador Tarcisio Martins segurar o processo no Juizado Cível onde é resolvido todos os processos de conflitos de posse etc e, conseguiram até que o mesmo fosse distribuído para um Juiz especifico, logo o da 6ª Vara, não poderia ser outro? Porque especificamente este Juiz e não um outro que não tivesse interesse no processo ou já não tivesse se manifestado antes?

Hoje, vemos no histórico do processo o seguinte:


Classe: Reintegração / Manutenção de Posse
Assunto: CIVIL > Coisas > Posse > Esbulho / Turbação / Ameaça
CS: -

Autor: CONSTRUTORA MODELO LTDA
Réu : MST MOVIMENTO DOS SEM TERRA

Última(s) Movimentação(ões):

AUDIÊNCIA CONCILIAÇÃO DESIGNADA 14:00 JUIZ(A) TITULAR 19836 03/04/2012
REVOGADA DECISÃO ANTERIOR REINTEGRAÇÃO POSSE REINTEGRAÇÃO POSSE JUIZ(A) TITULAR 19836 16/12/2011
CONCLUSOS PARA DESPACHO/DECISÃO JUIZ(A) TITULAR 19836 12/12/2011

Com isto vamos ficar a merce dos invasores até abril do ano que vem. Vamos ficar sob o fogo cruzados dos traficantes e bandidos que vivem dentro do terreno invadido... Semana passada mataram outro dentro do terreno (ver no post anterior)... até quando....

Até quando vou ter que observar um sujeito todo o final de semana subir no poste a fazer gatos, e quando o mesmo engata os fios sobrecarrega a tensão e fogo saem pelas tomadas de minha casa? Quem vai me ressarcir os meus aparelhos queimados??? Essa semana a  placa-mãe de meu PC queimou... quem vai me pagar??? O Juiz??? o MST??? O líder dos invasores??? O Padre??? Quem???
O fazedor de gatos???

Uns os acham coitadinhos, mas em frente minha casa tem um invasor que tem dois carros, TV de 42" e tudo o mais...

Povo sem ética!!! Sem respeito!!! Destruidores!!!


Gente, o que vai ser deste País???
A Lei (Justiça) não está valendo de nada.
A propriedade não está valendo nada!!!
Ai que saudade dos tempos de outrora... Antes não aconteceria isto...
Invadiu o que não é seu??? Roubou???
Pau neles!!!!

FORA DANDARA!!!

PS.: Estou vendendo minha casa quem quer comprar???





terça-feira, 5 de julho de 2011

Nova audiência marcada!

Em consulta ao site do TJMG, observamos que foi marcada uma nova audiência, para o dia 04/08/2011, referente a reintegração de posse do terreno de propriedade da Construtora Modelo,na Pampulha. Isto leva a crer que novamente no dia 04 a população do entorno da invasão será acordada ás 03:00h da madrugada com foguetes e muita gritaria.





NÚMERO TJMG: 002409545746-1NUMERAÇÃO ÚNICA: 5457461-50.2009.8.13.0024
20ª VARA CÍVELATIVOPRINCIPAL 


Classe: Reintegração / Manutenção de Posse     
Assunto: CIVIL > Coisas > Posse > Esbulho / Turbação / Ameaça
CS: -


Autor: CONSTRUTORA MODELO LTDA
Réu : MST MOVIMENTO DOS SEM TERRA


Última(s) Movimentação(ões):
AUDIÊNCIA CONCILIAÇÃO DESIGNADA  14:00 JUIZ(A) TITULAR 20073   04/08/2011
AUDIÊNCIA CONCILIAÇÃO REALIZADA  JUIZ(A) TITULAR 20073   05/07/2011
PUBLICADO DESPACHO . EM  .   05/07/2011


domingo, 19 de junho de 2011

Invasores jogam seus dejetos na rua...

Não bastasse os "gatos" (roubo) de energia, água e o lixo jogado na rua , agora os invasores estão jogando seus esgotos sanitários na rua. Isso mesmo, ao invés de pelo menos furarem uma fossa séptica optam por jogarem seus dejetos na rua degradando o meio ambiente e colaborando para a proliferação de doenças.

Como se observa nas fotos abaixo o esgoto já corre a céu aberto na rua Geraldo Orozimbo. A rua, que ainda não é pavimentada, já está cheia de sulcos devido ao despejo diário de esgoto sanitário. Consequentemente, este mesmo esgoto corre e cai no Córrego Olhos D'Água e deságua na  Lagoa da Pampulha.

O mau cheiro já é sentido dentro de nossas casas e a proliferação de doenças é iminente. "Temos que viver de portas fechadas senão as moscas invadem" diz uma moradora, "um vacilo e perdemos todo os alimentos que preparamos na hora do almoço ou jantar".








terça-feira, 29 de março de 2011

Urbel fala sobre invasões em BH

O presidente da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), Cláudio Vinícius Leite Pereira, disse que o município não concorda em desapropriar terrenos para abrigar as famílias que participam de comunidades criadas por meio de ocupações (invasões).

Para Pereira, se seguir a sugestão da Comissão de Direitos Humanos, a prefeitura prejudicará todas as famílias que participam dos programas habitacionais municipais, que incluem obras do Orçamento Participativo da Habitação.

"O déficit habitacional de Belo Horizonte é de 62 mil unidades residenciais. Podemos negociar. Mas temos alternativas. Os assentados terão que seguir a fila de cadastramento. Não privilegiaremos quem participou de ocupações em detrimento daqueles que seguiram as regras", disse.

A advogada da Construtora Modelo, proprietária do terreno ocupado pelo assentamento Dandara, Márcia Fróis, disse que a empresa já pediu a reintegração de posse. "Há anos lutamos para construir ali um conjunto habitacional para a população de baixa renda", disse. (MSi-OTempo)

sábado, 12 de março de 2011

Invasão de terreno na pampulha continua a prejudicar moradores do entorno

Prestes a completar dois anos (9 de abril) os moradores do entorno da invasão de um terreno no Bairro Trevo, na Pampulha, continuam sendo prejudicados... barulho, lixo e insegurança...

Enquanto a justiça tarda a injustiça prolifera:

- Como já falado aqui. a venda de terreno é publica e notória, vemos partes do terreno serem negociadas à luz do dia, sem medo... Negociam uma coisa que não tem... e ainda acham desinformados para comprar;

-Já viram sem teto possuidor de automóveis? Nesta invasão está cheio destes... Nunca ví tanto entra e sai de carros num terreno invadido por sem teto; nunca ví tanto sem teto terem tantos carros...(ficam estacionados em frente as casas...que verificar? é só ficar em uma das entradas da invasão...).

- Continuam atrapalhando o sono dos moradores do entorno nos finais de semana, com musica alta virando a noite: neste sábado/domingo último a bagunça foi até depois das cinco da manhã e com musicas de apologia ao crime e ao tráfico;

- Com a demora da justiça, a cada dia surge mais uma casa de alvenaria no terreno. Os  que estão comprando estão construindo do dia para a noite . A construtora vai ter um trabalhão para limpar o terreno;

-Os que sabem que vão ser retirados dizem que esperam receber uma indenização. (Papo para enganar os gananciosos que compram parte de um terreno invadido querendo levar vantagem futura;

- Toda a semana durante a madrugada se ouvem tiros em alguma parte do terreno... Eles mesmos fazem sua lei... sabem quem manda né? Já está tudo infiltrado...

-Gatos de energia e água. O terreno invadido está já todo iluminado, melhor iluminado que as ruas do entorno,, aliás, algumas ruas nem tem iluminação... As do terreno ficam ligadas 24h por dia... é a população de BH que paga mesmo não é???

Pelas pesquisas que o blog fez no site do TJMG, 1ª e 2ª instância, Câmara Superiior e até no STJ, todos os processos, embargos etc os invasores já perderam e o que está valendo até o momento é a reintegração de posse, então o que estão esperando para cumpri-la?

Diz se que a PBH tem que arranjar uma lugar para colocar os invasores... sendo assim ai vai uma sugestão...a titulo de triagem,  no ato da desocupação, coloquem os nos abrigos e temos a certeza de que a maiorias no mesmo dia voltarão para suas casas, sim casas, pois a maioria já possuem moradia, e os que sobrarem, que vai ser uma ínfima miniria a PBH coloca-os na fila de seus programas habitacionais...

Será que vão deixar essa injustiça completar dois anos???

Vejam mais sobre a invasão e o que os moradors passam em http://invasaodandara.blogspot.com 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Enquanto a justiça não é feita... a injustiça prolifera...

Será que vão deixar  essa invasão completar dois anos?
Enquanto a justiça tarda a injustiça prolifera:

- Como já falado aqui. a venda de terreno é publica e notória;

-Nunca ví tanto entra e sai de carros num terreno invadido por sem teto; nunca ví tanto sem teto terem tantos carros...(e não têem vergonfa, ficam estacionados em frente as casas...

- Continuam atrapalhando o sono dos moradores do entorno nos finais de semana, com musica alta virando a noite: neste sábado/domingo último a bagunça foi até depois das cinco da manhã e com musicas de apologia ao crime e ao tráfico;

- Com a demora da justiça, a cada dia surge mais uma casa de alvenaria no terreno. Os  que estão comprando estão construindo do dia para a noite . A construtora vai ter um trabalhão para limpar o terreno;

-Os que sabem que vão ser retirados dizem que esperam receber uma indenização. (Papo para enganar os gananciosos que compram parte de um terreno invadido querendo levar vantagem futura;

- Toda a semana durante a madrugada se ouvem tiros em alguma parte do terreno... Eles mesmos fazem sua lei... sabem quem manda né? Já está tudo infiltrado...

-Continuam também as ameaças veladas...

Será que os magistrados não estão vendo isto???

Será que vão deixar essa injustiça completar dois anos???


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Invasão Dandara frente realidade do despejo

A invasão instalada no terreno particular na região da Pampulha, batizada pelos seus ocupantes com o nome de “ Dandara”, parece que seguirá a risca o mesmo destino  daquela que inspirou seu nome. Dandara ,  guerreira e esposa de Zumbi dos Palmares, suicidou-se após ter sido presa e não encontramos na literatura dados concretos sobre sua vida e os relatos existentes não passam de lendas.

Com a reintegração de posse a ser cumprida ao término das eleições, ocupantes da mesma juntamente com os de outras invasões, se posicionaram em frente a prefeitura de BH, como sempre, para exigirem o direito de permanecerem em suas casas.  A liderança da tal  Invasão Dandara , desde começo, sabia que o terreno pertencia a uma construtora e mesmo assim incentivou os invasores a construirem no terreno. Nunca houve nada que garantisse a posse da área para os mesmos. Pelo contrário, duas reintegrações a favor dos proprietários do terreno e  muita, mas muita ilusão por parte dos que lá estão.
Hoje, o que se vê, é um ar de desespero e incerteza nos rostos que transitam nas ruas com colchões e crianças em direção ao ônibus que os levarão para o centro da cidade para mais um inútil dia de protestos. Percebam que o número de pessoas é inexpressivo mesmo sendo formado por ocupantes ( desocupados) de três invasões. Mas o fim é próximo...
Devo ressaltar que os moradores dos bairros Trevo, Céu azul e Garças, estão de parabéns, pois da maneira que lhes foi possível, lutaram contra esse desrespeito chamado “ Ocupação Dandara”.
Não temos tempo para ficarmos protestando, queimando pneus nas ruas ou interditando a Praça sete de Setembro, justamente porque o que adquirimos na nossa vida é fruto de trabalho, estudo e sacrifício diário. Coisa que os manifestantes que estão lá na porta da prefeitura, desconhecem!
Esperamos que a justiça Mineira seja ágil , pois merecemos respeito não apenas pela nossa integridade , mas também  porque  pagamos impostos caros demais para que não se tomem providências a respeito de tamanho absurdo!


Por meio de nota, a PBH informou que “os movimentos sociais da habitação popular em Belo Horizonte contam com cerca de 13 mil famílias cadastradas. Famílias estas que lutam de forma organizada, com muitos sacrifícios, para alcançar o tão almejado sonho da casa própria. Desta forma, seria injustiça ‘tirar’ o direito destas famílias, que aguardam há mais tempo na fila da casa própria, privilegiando outras que adotaram a tática equivocada da invasão de terrenos”. A nota prossegue afirmando que “esta tática equivocada de luta não soma e que apenas vai na contramão da política habitacional arduamente conquistada pelos setores mais desfavorecidos da sociedade.” “O uso desta tática nos parece errôneo e desproposital, pois o nosso município conta com um sistema de política habitacional amplamente discutido”, finaliza a nota.

sábado, 17 de julho de 2010

Crônica de uma morte anunciada. degradação do meio ambiente na invasão dandara.

Nasci pequena! Igual a mim, muitas outras minhas amigas. Somente a metade de nós consegue crescer. É assim que somos, como a Natureza nos fez.

Fui crescendo rápido. Durante meses meu tronco foi engrossando, minhas raízes se aprofundando e a quantidade de ar que eu respirava aumentava cada vez mais.
Era gozado eu respirava ar ruim e deixava sair o ar bom. Eu era uma máquina muito eficiente. Era muito legal!!!

As chuvas refrescavam meu tronco, meus galhos e minhas raízes faziam a festa no terreno onde nascil.
Fui crescendo cada vez mais. Forte, meu tronco já alcançava uma altura muito boa. Lá de cima, eu apreciava em destaque a rua onde eu estava. Havia algumas amigas por perto. Poucas, não restam dúvidas, mas assim como eu, dispostas a ficarem cada vez maiores.

Sol, ventos, chuvas fortes e fracas, dias nublados e dias de forte luz. Eu dava sombra, retirava do ar as impurezas que o homem colocava.

Uma noite aconteceu algo estranho. Pela madrugada chegaram uns homens e mulheres com um monte de coisas na mão. Fizeram buracos aqui e ali. Fiquei apreensiva, mas feliz. Será que outras amigas viriam me fazer companhia? Qual foi minha desilusão. Eles se denominavam “sem-teto” e na maior gritaria e algazarra diziam que iam invadir o terreno onde nasci. Primeiramente levantaram barracas de lona preta e depois de alguns dias eu já via crescer ao meu redor barracos de tijolos de barro, tudo sem um pingo de ordem ou organização, pois uns construíam nos fundos das áreas demarcadas por eles, outros, na divisa com a rua. Ficou feio o imenso terreno onde nasci. Muitas amigas minhas tiveram sua vida ceifada nestes fatídicos dias, agora, só restam algumas do outro lado da rua. Somente eu ainda resistia bravamente.
Eis que um dia, de repente tenho uma visão aterradora. Um homem chegou no pedaço de terreno que inda me restava segurando um machado e uma serra. Tremi desesperadamente pois não posso ver estes objeto. Pressenti que era o princípio de um sofrimento sem tréguas.

Começou a me golpear! Quisera naqueles momentos que se passaram que meu tronco fosse mais frágil, que eu não fosse tão resistente. Mas, não, eu estava só, suportando a violência com que o machado vinha ao meu encontro. Uma vez, duas, três, dezenas de vezes...

Senti fortes dores. Meus galhos ainda sem folhas, sucumbiram diante da sua frieza e insensibilidade. Um a um, caíram pelo terreno. De nada adiantava eu gritar, como já disse não fui feita para gritar. É verdade que quando vamos ficando velhas, ainda podemos ser aproveitadas como madeira para lenha, para o homem cozinhar e aquecer-se com suas lareiras em locais frios.

Em dados momentos eu pensei que o homem pararia de cortar meus pobres e frágeis galhos. Não parou. Continuou a golpear-me sem dó, nem piedade. Fui diminuindo, ficando pequenina e imaginei que poderia ser assim mesmo. Puxa, eu vou ser diminuída para ficar menorzinha e ser levada para outro lugar para de novo renascer forte e quem sabe, maior ainda do que sou!

Sentia-me moribunda. Tentava de todas as formas me manter ainda de pé. Não mais poderia sentir o vento em meus galhos e folhas, não mais poderia receber meus queridos amigos para abrigá-los do vento, não mais poderia oferecer meus galhos para os pássaros construírem seus ninhos. Não mais sentiria o frescor da manhã, a intensidade do Sol com seus raios dourados a atingir toda a minha copa. Não mais sentiria a suavidade da tarde e o encanto do orvalho da noite. Não mais daria a sombra protetora dos dias ensolarados.

Meu tronco explodia. Pedaços de mim saltavam para todos os lados. Eu procurava resistir, contraindo-me, deixando que minha seiva percorresse o interior de mim, livrando-se da lâmina implacável do machado.
Lutei desesperadamente para a dignidade de minha estrutura se manter ainda viva. A dignidade que era a contradição da insensatez do homem que ao derrubar-me, diminuía a teia da vida, essa teia tão cheia de complexidade e tão tênue para todos nós, independentemente de sermos o que somos: vegetais, animais ou minerais...

A minha base de sustentação ia sendo destruída, a cada movimento do homem. Os vasos do meu xilema, que conduzem a seiva bruta até às folhas pelo alburno, e os elementos condutores do floema, transportam a seiva elaborada até as raízes. Tudo destruído. Por momentos imaginei que ele assim o fazia, para manter o compromisso com quem o havia contratado de seguir até o fim. Caso, quem o tivesse contratado chegasse e me visse ainda de pé, não o teria pago. Seu trabalho não estaria terminado. Ele deveria ter mulher e filhos para cuidar, o dinheiro era importante para ele. Não poderia deixar de perdoá-lo...
Resisti até o quanto pude e em um dado momento sentia-me fraca e só. Com surpresa para mim mesma, soltei um grito de dor e tombei pelo terreno.

Estava consumado. Jazia pelo duro chão...

Nos momentos que ainda me restavam imaginei-me florindo, dando a sombra tão disputada para quem se aproximava de mim. Era uma das poucas árvores do terreno que ainda resistia. Olhei para sua imensidão e o vi sem a minha proteção. O homem juntou pedaços de mim e arrastando-me, colocou o que ainda era tronco partido em um outro lugar ali perto.

Enquanto era arrastada, olhei pela última vez onde eu tinha morado. Ainda restava um pequeno tronco que exalava um cheiro que só nós vegetais sentimos. Um leve odor que enchia o ar de queixumes. A minha seiva, ainda tentava subir para suprir o que não poderia mais atingir. Estava terminado...

De longe, um pedaço de tronco, que um dia deu tudo de si para todos que se aproximavam de mim. Nunca exigi nada de ninguém, nunca pedi nada a quem quer que fosse. Vivi e servi. Vim para servir e amar. Fui toda amor e dedicação.

Por fim, eu peço perdão a todos aqueles que não pude ajudar. Sentia muito em não poder dar frutos. Isso foi deixado para outras amigas minhas. Minha função principal era dar sombra...
Eu sou o símbolo da vida que se renova... Eu te perdoo pelo que foi feito e, ainda, te peço perdão pelo que não fiz. Te peço perdão pela rua que "sujei" com as minhas folhas. Assim o fiz, para que depois eu ficasse verde por toda a Primavera e você me amasse... Adeus. (adptado de Antonio Jorge Gouvêa-www.educacaopublica.rj.gov.br)

Eu era assim... Minha frondosa copa dava sombra a muitos...


Olhem como me deixaram...

Será que essas pessoas tem um coração???
Como podem ser tão frios???


Isto demonstra a todos como o terreno invadido está sendo degradado. Os que lá dentro estão, incentivados por suas lideranças,lamçãm mão de todos os subterfúgios para degradarem o ambiente... O terreno onde esta arvore nasceu, possui diversas nascentes de águas que formam o Córrego Olhos D'Agua, que desagua na Lagoa da Pampulha... Se continuar assim, o mesmo será só esgoto nos próximos anos...


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domingo, 11 de julho de 2010

Enquanto a Justiça não faz sua parte... Invasão Dandara


Enquanto a Justiça de MG não faz a sua parte, a população do entorno vem sofrendo na pele com os mais diversos tipos de arbitrariedade. A energia por aqui cai toda a hora devido aos "gatos" feitos pelos invasores na rede de energia elétrica, os roubos e assaltos continuam e demais crimes...

O tramite do processo na Justiça de MG está emperrado, acreditamos que por causa do período eleitoral. Há políticos que disputam cargos no Legislativo Federal e Estadual enterrados até o pescoço nessa invasão, o blog em postagens posteriores dará os nomes dos mesmos, alguns já conhecidos pela população de nosso bairro. Enquanto  isso, as construções continuam a todo o vapor bem como os "gatos" de energia elétrica e de água.... vejam fotos abaixo:


Enquanto o Pe. Gilvander celebra uma missa na invasão, três postes abaixo um infeliz faz calmamente um "gato" na rede energia elétrica. Note que o mesmo não usa proteção alguma e já deu curto 2 vezes.


As construções continuam a todo o vapor, a construtora não pode fazer nada...

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Moradores ficam às escuras por causa de invasores (dandara)

As coisas estão ficando difíceis para quem mora ao lado deste terreno invadido pelo MST e seus asseclas.

À noite então é de amargar pois devido aos “Gatos” (ligações clandestinas de energia da CEMIG) estamos ficando sem energia constantemente, tem dia que por três (3) vezes a energia cai e demora em voltar. São tantos fios emaranhados que parecem teias de aranha nos postes (rs).

Temos por obrigação de denunciar aqui, também, que quando a energia cai, os invasores mesmos estão levantando a chave, não esperando os funcionários da CEMIG e, quando os mesmos chegam a energia já voltou. correndo o risco de receberem um choque de alta voltagem, pois sobem no mesmo sem proteção alguma e levantam a chave com um pedaço de madeira. Quando ocorrer algo, vão ficar reclamando e dizendo que são pobres coitados etc etc, como já sabemos.

Também, conforme visto na postagem anterior, percebemos que todos estão ansiosos com o desenrolar do processo de reintegração de posse, e consultando o site do TJMG vemos que o processo está andando mas meio agarrado nos entraves burocráticos e na comunicação entre as instãncias. Informamos ainda, que algum dos invasores comentou que seus advogados já recorreram na instancia Federal (STJ) mas não acreditem pois é pura balela, é só fazer uma consulta no site do STJ que verão que não existe processo algum, então, o que está valendo é o de MG, onde foi restabelecida a reintegração de Posse.

Esperamos que estes entraves burocráticos se resolvam logo e a PAZ volte a reinar em nosso pacato bairro.

(o Blogueiro)

domingo, 20 de junho de 2010

Caiu o Mandado de Segurança - A Desocupação é Iminente

Senhores,

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) terá que desocupar um terreno, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A área, conhecida como Ocupação Dandara, está registrada em nome da Construtora Modelo, que conseguiu, na Justiça, a reintegração de posse do local. A devolução do terreno foi determinada pela Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em julgamento, na tarde de ontem, dia 9 de junho, de um mandado de segurança impetrado por pessoas ligadas ao MST. A decisão passa a valer a partir da publicação.

A Construtora Modelo propôs ação de reintegração de posse contra as pessoas que ocupavam o terreno, na região da Pampulha. A ação foi distribuída para a 20ª Vara Cível da capital. O juiz Bruno Terra Dias deferiu a tutela antecipada e determinou a expedição de um mandado de reintegração de posse para a construtora.

O MST interpôs recurso contra a decisão do juiz Bruno Terra Dias. A ação foi distribuída durante plantão judicial para o desembargador Motta e Silva, que cancelou a expedição da liminar de reintegração de posse concedida em 1ª Instância.

Após o plantão do fim de semana, o recurso foi redistribuído para o desembargador Tarcísio Martins Costa, da 9ª Câmara Cível do TJMG. O magistrado acatou um pedido de reconsideração da construtora e revogou a decisão de Motta e Silva, restaurando a tutela antecipada deferida pelo juiz Bruno Terra Dias.

Contra essa última decisão, foi impetrado o mandado de segurança do MST, que foi julgado hoje pela Corte Superior.

Este é o resultado de um trabalho intenso ocorrido a partir da ocupação do terreno de propriedade da Construtora Modelo pelo movimento MST.
Fonte: informações da Adv. Dra. M.Fróis)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Julgamento adiado???

Marcado para hoje o término do julgamento do mandado de segurança dos invasores...


Será que hoje vai?


Ou o Desembargador Alexandre Vitor vai obstruir o julgamento mais uma vez...


Que o nosso martírio termine hoje...

(minha casa está sem energia desde ontem (22:00) por causa dos malditos "gatos"...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Adiada a conclusão do Julgamento dos invasores para 26/05

Infelizmente o julgamento da liminar que garantia a posse para as 887 famílias da "invasão dandara", no Bairro Céu Azul, região da Pampulha foi adiado para 26 de maio.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o desembargador Alexandre Victor de Carvalho pediu que o julgamento fosse retirado da pauta desta quarta-feira.

O julgamento teve inicio no dia 14/04/2010 e já conta com os votos de 12 (doze) dos 21 Desembargadores que votarão no processo. Sendo que os 12 Desembargadores foram unânimes e votaram a favor da derrubada da liminar e concomitantemente à reitegração de posse aos legítimos donos.

Já Votaram os Desembargadores:
Des. Nepomuceno Silva,
Belizário de Lacerda,
Paulo Cézar Dias, 
Antônio Armando dos Anjos,
Alvim Soares,
Antônio Carlos Cruvinel,
Geraldo Augusto,
Caetano Levi Lopes,
Ernane Fidélis,
Duarte de Paula,
Armando Freire e
Selma Marques

Faltam votar os Desembargadores
Alexandre Victor de Carvalho
Alberto Deodato Neto
Cláudio Costa
Roney Oliveira
Almeida Melo
José Antonino Baía Borges
Kildare Carvalho
Jane Silva
Wander Marotta



(Fonte:EM/TJMG)

É Hoje

Conforme publicação no site do TJMG (Vide abaixo)foi marcada para o dia 12/05/2010 a continuidade do julgamento do mandado de segurança impetrado pelos invasores do terreno na pampulha. A sessão já contou com os votos dos desembargadores listados abaixo e todos deram seus votos junto com o Desembargador Relator pela cassação (denegação) do mandado. Continuando assim, vai voltar a valer o mandado de reintegração de posse para a construtora modelo.

Última(s) Movimentação(ões):
Autos reincluídos na pauta de julgamento de            12/05/2010
Remetidos os autos ao Desembargador                    27/04/2010 Alexandre Victor de Carvalho

Deliberação em sessão                                               14/04/2010 Pedido de vista do Des. Alexandre Victor de Carvalho. Votaram denegando a segurança os Des. Nepomuceno Silva, Belizário de Lacerda, Paulo Cézar Dias, e em adiantamento de voto, Antônio Armando dos Anjos, Alvim Soares, Antônio Carlos Cruvinel, Geraldo Augusto, Caetano Levi Lopes, Ernane Fidélis, Duarte de Paula, Armando Freire e Selma Marques. Sustentou o Dr. Fábio Alves dos Santos, pelas impetrantes e Dr. Tibagy Salles Oliveira, pelo litisconsorte

Prezados o linka abaixo os levará à pagina do TJMG com referencia ao processo:

http://www.tjmg.jus.br/juridico/sf/proc_complemento2.jsp?listaProcessos=10000094993318000

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Justiça decidirá Reintegração de Posse na proxima Quarta-Feira (Invasao Dandara)

No próximo dia 14 de abril (Quarta-feira) será apreciado pela Corte Superior de Justiça de Minas Gerais o mandado de Segurança impetrado pelo Serviço de Assistência Judiciária da PUC Minas – SAJ/PUCMinas em favor da Invasão Dandara.

Se o mandado de Segurança for mantido, a liminar do juiz de primeiro grau continuará suspensa, porque a liminar do Des. Mota e Silva voltará a valer. Mota e Silva entendeu que a empresa não havia demonstrado deter a posse do imóvel e, por isso, determinou a suspensão da liminar de reintegração de posse.

Se o mandado de Segurança for cassado a decisão do Des. Tarcísio continuará valendo juridicamente e abrirá caminho para que a REINTEGRAÇÃO DE POSSE em favor dos verdadeiros donos, a Construtora Modelo, seja cumprida. 

Esperamos que a se faça justiça e que a reintegração de posse seja mantida, pois já não aguentamos mais as desavenças que ocorrem no Bairro. As ameaças, arrombamentos de casas e assaltos continuam, fora a sujeira e tudo o mais.

Não à Favelização! Não queremos mais uma favela na Pampulha! Ordem e Progresso Já!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Juiz concede limiinar a invasores

Assentamento Dandara, nos bairros Céu Azul, Trevo e Mangueiras, ocupado por cerca de 880 famílias



A chance de início de obras para a construção de moradias populares em Belo Horizonte dentro do programa Minha casa, minha vida está mais distante. A Justiça concedeu liminar favorável aos ocupantes do terreno batizado de Dandara, em área de 315 mil metros quadrados na região da Pampulha. A área foi ocupada há um ano por ação conjunta do Fórum de Moradia do Barreiro, as Brigadas Populares e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O terreno ocupa um quarteirão inteiro no limite divisa dos bairros Trevo, Céu Azul e Mangueiras, na Região Norte da capital. Cerca de 880 famílias (5 mil pessoas) que habitam a área causam revolta na vizinhança. Moradores da redondeza alegam que a ocupação trouxe prejuízo de cortes na eletricidade e aumento da criminalidade na região.

A decisão do juiz Manoel dos Reis de Morais, da 6ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, garantiu aos ocupantes o direito de permanência no local. “Minha conclusão é a de que estamos diante de um conflito e direitos – propriedade x moradia – e os elementos de prova indicam o segundo como de maior peso a ser protegido, diante do perigo que corre de perecer antes da solução final do processo, razão pela qual a medida liminar de garantia de posse deve ser deferida”, alegou o juiz. A decisão foi favorável a uma ação civil pública ajuizada pelo Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública Estadual contra o estado de Minas Gerais, a cidade de Belo Horizonte e a Construtora Modelo, dona do imóvel. A direção da Modelo alega que está pronta para iniciar obras de moradias populares na região e afirma que vai recorrer da decisão judicial.

A decisão da Justiça foi comemorada pelos ocupantes do terreno, que estão hoje sob a coordenação principalmente das Brigadas Populares. “Já começamos no fim de semana um mutirão para a construção de um centro comunitário. Vamos ter aula de inglês, música, turma de alfabetização e área com dois blocos para nossas assembleias”, afirma Joviano Mayer, um dos coordenadores dos nove grupos do Dandara. A meta dos moradores, diz Mayer, é desenvolver um plano diretor com projeto urbanístico para a área. “Não queremos reproduzir mais uma favela lá, como estão falando. Vamos olhar a parte urbanística e ambiental. Somos também vítimas do programa Minha casa, minha vida, que até hoje não construiu nenhuma moradia popular em Belo Horizonte”, ressalta o coordenador.

Segundo ele, os habitantes do Dandara tentaram negociar com a prefeitura de Belo Horizonte as obras para moradias no terreno. “Fizemos a proposta de deixar 50% das famílias que já estão lá e incluir o restante de famílias contempladas por interesse social da prefeitura, mas eles não aceitaram”, diz. O diretor da construtora Modelo, Fábio Guimarães Nogueira, também discorda da proposta. “Não acreditamos que a ocupação do terreno seja uma solução de moradia. As obras precisam ser feitas com projetos de infraestrutura adequados para a região”, afirma.

O secretário de administração regional da Pampulha, Osmando Pereira, alega que a ocupação Dandara não faz sentido. “Temos uma fila grande de pessoas aguardando a seleção para a casa própria. É como se as famílias que estivessem lá furassem a fila. E tem gente de outras cidades e até de outros países ali”, diz. A ocupação, afirma, trouxe uma clientela nova para a região e não há infraestrutura suficiente para atender às demandas locais.

Geórgea Choucair - Estado de Minas

Publicação: 06/04/2010 06:27 Atualização: 06/04/2010 07:47

Comentários

Autor: Etiene Oliveira

Um absurdo o que acontece aqui na região desde essa invasão. O que as autoridades não sabem é que a maioria tem casa na Vila Bispo de Maura. É um povo baixo que joga lixo e esgoto na rua, brigam,ameaçam a vizinhança! Esse Joviano Mayer é um estudante aspirante a advogadozinho medíocre! Fora MST!!!


Autor: Joel Francischetti
Olhem na Foto é ou não é uma favela e, onde há fumaça há fogo! Estão vendendo sim já áreas no terreno invadido. Tem gente que tem mais de um pedaço demarcado e já está vendendo as partes...e, todos pagam para às coordenações um valor em dinheiro mensal, ouví isso da boca de um invasor no ponto onibus

Acho também, não tenho certeza, que a Vara competente para julgar esses conflitos são as varas civeis e não a Vara de Fazenda que obsta em julgar conflitos como Tributos Estaduais e materias de interesse do Estado de MG, o que parece que não é o caso, não é mesmo?
utor: Joel Francischetti


E a insegurança então... roubos assaltos e invasoes de residencias... minha casa foi arrombada 3 vezes após a invasão, antes era uma paz só! e o DIREITOS HUMANOS!!! Acho que teriam de atentar para isso e não DEFENDER BANDIDOS que roubam terras e tudo o mais...

Autor: Fabrí­cio Moreira
Ao senhor Leandro muniz desses comentários aqui... Queria ver se a invasão fosse na sua casa ou em um lote ao lado de seu apto se vc iria dizer que isso é um símbolo de cidadania.É um absurdo o que se faz.Invadir um terreno PRIVADO e ainda ter que ouvir que é um símbolo de cidadania.ACORDA!!

Autor: Joel Francischetti
Tambem esclareço que isto é uma manobra politica do MST e seu braço Brigadas Populares para desestabilizar a politica habitacional da PBH que está indo de vento em popa com o Vila Viva etc... BH está resolvendo o problema das favelas

Autor: Solange Aparecida Medeiros Ferreira
Leandro , desde quando eu compro não tenho que dá satisfação do que devo ou não fazer, desde que esteja dentro da lei. agora, deixe eles praticar "cidadania" no que é seu ou em frente a sua casa. Vai mudar de opinião e dizer que filho de pobre não tem sorte.Dignidade é ser honesto e trabalhador.

Autor: Patricia Francisca dos Santos
Para conseguir algo, me individei até o pescoço, sou trabalhador igual a qualquer um. Estes movimentos são nojentos, querem tudo de graça, façam como eu, trabalhem para comprar.

Autor: Transcurier LTDA
O governo também nunca me deu moradia... quer dizer então que só por isso posso sair invadindo terrenos PRIVADOS por aí? Alguém investiu dinheiro PRIVADO, e NÃO PÚBLICO na compra desse terreno. Isso é invasão de propriedade. É CRIME! Chega de passar a mão na cabeça desses movimentos ditos "sociais"!

Autor: humberto gobira
É muito triste o problema da moradia no Brasil, para as pessoas carentes e a responsabilidade total é dos governantes. Não poderia deixar que fossem construidas favelas em local nenhum, com invasão ou sem invasão. Cadê a autoridade dos governante?

Autor: leandro muniz
A ocupação Dandara é um símbolo de cidadania! O lote que antes era usado para especulação imobiliária, hoje serve de moradia para as famílias desabrigadas. O juiz simplesmente seguiu aquilo que está na constituição. Parabéns ao MST e as Brigadas Populares por fazer valer o direito a dignidade humana!

Autor: Antonio Aldo Nogueira Goncalves
Enquanto não houver uma politica séria, mas sim esses grupinhos de PT e similares que usam o povo para elevá-los, será essa vergonha. Esses MSTs deveriam ser esmagados ao nascer...

Autor: Solange Aparecida Medeiros Ferreira
Se houvesse interesse "politico", tudo ja estaria resolvido. Vejam a linha verde, cid. administrativa, antonio carlos, etc.Mas como envolve povo não fazem nada.Deveriam fazer casas populares com infraestrutura e pronto, que estes movimentos, principalmente mst que vão para o inferno, só agitam...

terça-feira, 23 de março de 2010

Invasão Dandara - Reintegração Já!

Desde o dia 09/04/2009 os moradores do bairro Céu Azul, Trevo e Garças, convivem com uma invasão de terreno particular no Bairro, promovida pelo MST (Movimento dos “Sem Terra”) e Brigadas Populares, (CPT) Comissão Pastoral da Terra e pelos mesmos denominada "Ocupação Dandara".




Desde então os moradores da região vem sendo ameaçados e intimidados ao se por contra a invasão. A Paz que reinava na região foi embora e agora os moradores vivem amedrontados e não podem sair de suas casas uma vez que o índice de arrombamentos e roubos de residências aumentou bastante desde a invasão.




O processo de reintegração de posse caminha a passos lentos no Poder Judiciário, sendo que os proprietários do terreno já provaram a posse do mesmo e aguardam o julgamento de um mandado de segurança impetrado pelo MST junto ao Superior Tribunal de Justiça para atravancar o processo, que se encontra às vésperas de ser julgado.




Com isto os organizadores da invasão, citados acima, prevendo já o despejo, promoveram no domingo passado (21/04/10) uma passeata pelas ruas do bairro Céu Azul com o intuito de protestar e com este gesto tentar chamar a atenção da população dizendo-se ameaçados devido à matéria divulgada no Jornal Estado de Minas em 03/03/10  (Para ver a matéria clique aqui), que levou ao conhecimento da população de Belo Horizonte e do Brasil o que os moradores do entorno vem sofrendo, sendo que o mesmo não publicou nem um terço do que acontece nas imediações do terreno invadido. Para saberem mais um pouquinho leias as postagens anteriores deste Blog.




Assim, os moradores do entorno do terreno invadido, vem a público informar QUE NÃO APOIAM TAL INVASÃO (como os invasores teimam em dizer) e que já deram sua opinião sobre o fato no abaixo assinado com mais de 7 mil assinaturas e apresentados à PBH, aos verdadeiros donos do terreno e à Justiça de MG que o incorporou no processo.




Dizemos não ao MST, Brigadas Populares e Pastoral da Terra(CPT)!


INVASÃO NÃO!


NÃO AO PNDH3" Dar poder a bandidos não!


A Invasão nos Jornais;
 Matéria do EM 03/03/10 (clique)
Linchamento na Dandara  29/07/09 (Clique) (Clique)
Mortes  14/03/2010 (Clique) (Clique)



quarta-feira, 3 de março de 2010

descisão Judicial sobre reintegração de posse esta atravancada no Ministerio Publico

A Construtora Modelo entrou com pedido de reintegração de posse do terreno na Justiça em abril do ano passado. As liminares tiveram várias movimentações e despachos ao longo deste período no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O juiz Bruno Terra Dias, da 1ª Instância, concedeu liminar para a reintegração de posse do imóvel à construtora. O juiz alegou que a empresa comprovou ser a dona legítima do terreno por meio da apresentação do registro do imóvel em cartório. O MST recorreu da decisão e o relator plantonista, desembargador Gutemberg da Mota e Silva, revogou a liminar concedida em 1ª instância, permitindo a permanência do MST no local. Para o desembargador Mota e Silva, embora comprovasse o domínio sobre a área, bem como a existência de projeto para seu loteamento, a construtora não deu prova da posse efetiva do bem.

O processo ficou sob responsabilidade do desembargador Tarcísio Martins Costa, da 9ª Câmara Cível. O magistrado entendeu que a liminar concedida pelo plantonista (permitindo que o MST permanecesse no local) deveria ser revogada, sendo o imóvel reintegrado à construtora. Em 29 de outubro de 2009, a movimentação do agravo de instrumento foi suspensa. Os integrantes do MST impetraram mandado de segurança, que será julgado pela Corte Superior do TJMG. Assim, o relator do processo, desembargador Tarcísio Martins Costa, determinou a paralisação do agravo de instrumento até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Corte.

A vizinhança da ocupação Dandara reclama de aumento da criminalidade e desvalorização dos imóveis na região. José Carlos Neto tem cinco lojas em um terreno de 1,1 mil metros quadrados em frente à Dandara, sendo que uma das unidades é um salão de festas. “Moro há 10 anos aqui. Antes, era um pasto, só tinha vaca. Agora, meu negócio despencou. Quando falo que a referência é a ocupação do MST, ninguém quer fazer festa aqui”, diz. O major da Polícia Militar Alessandro Petronzio, responsável pela segurança local, mantém duas viaturas em frente à Dandara. “Aumentou muito o número de reclamação de arrombamento e indivíduos em atitude suspeita”, diz. A coordenadora da Dandara, Priscila Cristiene, contesta. “Não aceitamos roubo aqui dentro nem na redondeza. Se descobrimos, a pessoa tem que sair daqui”, diz.
OBS do Blog: Após a invasão do terreno aumentou substancialmente os roubos na região. tem morador que já teve sua casa arrombada por três vezes, tudo comprovado por Boletins de Ocorrências, fora as intimidações e ameaças.
Temos que ficar calados pois senão quando passamos na rua ouvimos que se os mesmor forem despejados irão quebrar as casas da rua toda e que não se responsabilizam por nossas vidas etc...
A região desde 09/Abril/2009 deixou de ser pacata!!! Está um caos morar por aqui!!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Invasao Dandara: Moradores cobram dos Vereadores uma posição.

A população do entorno a essa invasão, que luta pelos seus direitos e pouco têm sido ouvida pela justiça, precisa saber do que acontece nos bastidores deste desatino!



Há políticos conscientes dos problemas que a comunidade local vive e que apóiam nossa luta em prol de um lugar melhor e mais seguro para se viver, mas por outro lado, há aqueles que, contrariando a vontade maior da população e até mesmo o posicionamento da Prefeitura de Belo Horizonte, se colocam a favor dos invasores.


Este blog é o nosso veículo de comunicação e informação. É a nossa forma de também lutar e informar a verdade, que muitas vezes, não é revelada.


Este espaço é para denunciar toda ação que venha prejudicar os moradores dos bairros Trevo, Garças e Céu azul. Divulgaremos o nome de todos os que comprovadamente se colocarem ao lado deste absurdo que ocorre na região!

Bom, uma moradora da comunidade, nos procurou ontem, indignada!


Se sentindo prejudicada quando o restante do terreno foi invadido, escreveu ao vereador João Bosco Rodrigues, o João da Locadora, e fez o seguinte relato: Obs: O nome da mesma foi preservado para garantir sua integridade física , já que todos que se manifestam têm sido ameaçados pelo MST e invasores!


"Caro vereador João da Locadora.
Meu nome é (...)possuo um lote na Rua Geraldo Orozimbo, Bairro Trevo, ou seja, de frente ao terreno da Construtora Modelo, e próximo ao novo centro de treinamento do Cruzeiro. Venho através desta narrar o que aconteceu este fim de semana. O terreno foi invadido por outra leva de sem terra. Eu peço socorro e misericórdia meu lote está sendo constantemente saqueado e a segurança dos moradores colocada em risco. Os vizinhos ligaram para polícia, mas esta não registrou queixa, pois o terreno em questão pertence a Construtora Modelo. A nossa realidade é que depois de anos de trabalho suado, quando achamos que vamos ter um lugar para ter paz nos deparamos com estes vândalos que emporcalham e queimam os lotes da vizinhança. Além de ameaçarem os moradores o índice de assaltos subiu muito. Até quando teremos que ficar encurralados em nossas casas? . Aguardo contato, considere este meu e-mail um pedido de socorro."


Agora, vejam a resposta do vereador, eleito pelos moradores da região:
Mediante a esta resposta, a moradora, indignada, escreve novamente ao vereador, em tom de desabafo. O que mais ela poderia fazer? " Eu acho que você não entendeu. Desapropriação de parte do terreno seria como apoiar a invasão. Eu demorei 3 anos para juntar dinheiro para comprar um lote. Será que é justo com a vizinhança? O justo é tirar os invasores do lugar, nós que estamos sofrendo as conseqüências. "


Nós , que temos sofrido com a situação, estamos indignados com a posição do então vereador. Este mesmo vereador foi o campeão de votos na região do bairro Céu Azul, Obteve, em nossa regiuão (Zona Eleitoral) depois de várias e várias candidaturas sem sucesso e segundo dados do TRE-MG 4.549 votos dos 7.459 obtidos pelo mesmo em toda a BH. (61%)


Lembramos ao Vereador que o mesmo foi praticamente eleito por nossa comunidade que repudia veemente essa invasão e espera do mesmo o mínimo de atenção e luta pelos interesses da mesma. A comunidade se mobilizou e num abaixo assinado obteve mais de 8.000 assinaturas de moradores da região contra a invasão, todas documentadas e já entregues aos órgão competentes (PBH, Ministerio Publico etc) e desses eleitores o vereador vai precisar na próxima eleição não é mesmo? Então porque não lutar pelos que o elegeram? Tem que fazer valer os votos que recebeu e respeitar a vontade dos eleitores...


Reafirmamos: TODOS, que se colocarem a favor desta insanidade que aqui persiste, terão seus nomes citados a fim de conhecimento da comunidade local.
Lembrem-se: Votar não basta! Temos que cobrar dos mesmos o nosso VOTO!


Chega de engolir atitudes como essa. Na próxima eleição daremos o troco.


SENHORES, ESTAMOS DE OLHO!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Freis incitam fiéis invasores a burlarem a lei

Parte do texto de Frei Carlos Mesters no blog oficial dos invasores...


"...O povo, como as parteiras do Egito, tem que criar formas alternativas para fazer o material de construção entrar no acampamento. Deus quer que o povo dê um passo adiante, mesmo que o mar da dominação esteja à frente. Se o povo constrói a casa, o mar vai se abrir, como se abriu no tempo de Moisés. Construir a casa em mutirão num terreno conquistado na força da união é construir sobre a rocha."
Isso que acabei de ler é um verdadeiro absurdo! ABSURDO!
A igreja católica tem que fazer algo a respeito ou então ficará desmoralizada aqui na região! Estão faltando com a verdade e vejo que esses padres estão apenas se manifestando em interesse próprio. Não pensam nas almas das pessoas que estão no acampamento mas, eles serão cobrados por Deus. Tenho certeza!
Já que os padres torcem a Bíblia, deixo um ensinamento tirado da mesma que se aplicaria melhor a situação:
Provérbios 14
11 - A casa dos perversos será destruída, mas a tenda dos retos florescerá.
12 - Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.