Mostrando postagens com marcador corrego olhos dagua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrego olhos dagua. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Terra de ninguém... Moradores do entorno sofrem com quedas de energia, lixo e tudo o mais


Enquanto os advogados dos invasores protelam com recursos e agravos a decisão dos Desembargadores e Juízes  o terreno invadido denominado “dandara” virou “terra de ninguém”. Continua a todo o vapor a venda de partes do terreno pelos invasores e os “testas-de-ferro” que antes não davam as caras agora estão aos poucos aparecendo ante a demora da decisão judicial. Ficamos sabendo que em sua maioria os primeiros invasores já venderam seus “lotes”. Nota-se sempre caminhões de mudança chegando ou saindo... Se pegarem no processo que corre na justiça o cadastro dos primeiros invasores, não encontrará nem 30%... o resto já vendeu seus barracos e voltaram para suas residências anteriores...

Já se vê a construção de galpões no terreno (vide foto abaixo) numa nítida demonstração da descaracterização dos fins sociais da invasão que era a moradias para “os que precisavam”.



Ao longe, das ruas que circundam o terreno da para se ver verdadeiramente que o terreno foi invadido em sua maioria por pessoas que não precisam de uma residência para morar. Como uma pessoa de baixa renda e que não pode pagar um aluguel e nem entrar num financiamento imobiliário se dá ao luxo de ter um veiculo na garagem? Tem casa no terreno que da para ver três carros na porta, é ou não é um absurdo! E não me fale que é visitante ou coisa parecida, pois é notado sempre os mesmos carros e todos os dias.
Você acredita que ainda tem políticos que defendem estas pessoas? O que um votinho faz não é?




Estão invadindo o restante do terreno.

Uma área atrás da escola Manoel Costa, sujeita a inundações e com nascentes do córrego olhos d’água começou a ser invadida. Já nota-se a construção de vários barracos nas margens do córrego que também capta as águas pluviais vindas da parte alta do terreno.

A liderança dos invasores (diga-se mst, brigadas populares, cpt e apoiadores) que tanto falaram que ali seria sempre uma área de preservação permanente não está nem ai para estes fatos, quanto mais inchar o terreno de barracos melhor. Um absurdo! Pois daqui a algum tempo com o inicio das chuvas vão começar a reclamar da PBH dizendo que a mesma não faz nada! O certo é que estão procurando tragédia com as próprias mãos ou será que é o que querem para falar mal dos governantes...

Esta mesma liderança, que ensina a invadir terrenos particulares, não os ensinam a ter um mínimo de educação e salubridade. Todo o esgoto é jogado na rua. Fomos informados que alguns invasores tentaram abrir uma fossa no seu quintal mas foram obrigados a entupi-las imediatamente sob a ameaça de serem expulsos de seus “lotes”. Disseram que tem que jogar na rua mesmo pois assim as autoridades serão responsabilizadas...

As ruas estão cheias de lixo, e olhe que a coleta deles é todo o dia e não como as nossas 3 vezes por semana. Esgotos nas ruas, montes de terras de bota fora solicitados pelos invasores faz aniversario e deixando as ruas intransitáveis, fora o som alto dos butecos, biroscas e bocas que deixam nós moradores que precisamos de trabalhar, sem dormir ... etc etc.

Quanto aos "gatos" de energia continuamos sofrendo com os apagões, é só ventar um pouco mais ou chover que a energia vai embora devido aos curtos circuitos por causa das ligações clandestinas. Toda semana deparamos com pessoas mechendo nos fios conforme a foto abaixo. Água então nem se fala, tem uma rua perto da garagem que há vários meses tem um cano vazando água e ninguém conserta. Não pagam mesmo não é? Quanto a isso não há desculpa...


Isto é o que os moradores do entorno do terreno estão passando com essa invasão... Tomara que a Justiça seja feita e se os mesmos forem retirados os moradores do entorno não sentirão nada tal o transtorno que passam...



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Invasores de terreno particular aterram córrego que desagua na Lagoa da Pampulha e caminhões com entulho são apreendidos pela Polícia.


ESTE BLOG VEM DENUNCIANDO ISTO A MUITO TEMPO

A Rua comentada na postagem e uma rua do entorno de um terreno particular invadido pelo MST Brigadas Populares e Comissão Pastoral da Terra.

Este Blog vem denunciando estas arbitrariedades a muito tempo, e não é só na R Cantico do Sol, como a PBH constatou onde os caminhões foram flagrados, mas em todo entorno do terreno invadido.




Os invasores do terreno abriram caminhos dentro do mesmo e os caminhões vem constantemente despejando terras e entulhos dentro deste. Se derem uma passada na Rua Geraldo Orozimbo vão ver os montes de terra no meio da rua emfrente aos barracos e olhando para dentro do terreno inadido também vão ver os montes de terras. Por consequencia, estas com as chuvas vão direto para o lito do córrego Olhos Dagua que deságua na Lagoa da Pampulha.


(Integra da postagem do Blog da Regional Pampulha)
Link da matéria:   http://blogdapampulha.blogspot.com/2011/04/caminhoes-com-entulho-apreendidos-na.html

Os caminhões basculantes de placas UBZ 2145, conduzido por Osvaldo Ribeiro da Silva, e o GZG 8539, conduzidos por Silvestre Morais dos Reis, além de uma pá carregadeira, manobrada por Marcelino Aarão, foram apreendidos no final da semana passada por policiais militares na Rua Cântico do Sol, imediações do bairro do Trevo, região da Pampulha. Após a descarga, o entulho era espalhado pela pá carregadeira provocando o aterramento da margem do córrego Olhos D´Água que deságua na Lagoa da Pampulha e compõe a Área de Preservação Permanente (APP). A ação criminosa praticada nos finais de semana vinha provocando, há alguns meses, a saída do córrego de seu leito natural, como constaram o sargento Rilston de Almeida e o cabo Andrei Cândido da Silva, da Polícia Militar, que lavraram a infração e o termo de suspensão pela prática de crime ambiental.

Os PMs deram voz de prisão em flagrante aos dois caminhoneiros que alegaram ter sido contratado pelo morador da cidade de Contagem, Darci de Souza Neto, além de multarem os responsáveis pelo lançamento de resíduos no valor de R$ 10.001,00 cada e de R$ 1.083,30 pela intervenção na APP. Levados à presença do delegado da Polícia Civil da região, os infratores foram autuados e os veículos tiveram de ser liberados pela impossibilidade de permanecerem no pátio da delegacia. Alguns moradores tentaram explicar que era intenção construir uma praça de lazer naquela área que vinha sendo aterrada, o que compete à Prefeitura de Belo Horizonte e, portanto, não convenceu os policiais empenhados na ocorrência.

Cópias do registrado pelos policiais militares serão encaminhadas ao Instituto Estadual de Florestas, considerando que os infratores são acusados de explorar florestas em APP. É que com o aterramento, vários arbustos nativos vinham sendo depredados, bem como a vegetação rasteira no local. A Gerência de Regulação urbana da Regional Pampulha promete rigorosa fiscalização, especialmente na área, para evitar novo descarregamento de entulhos, sendo a maioria de terra, na margem do córrego Olhos D´Água.

PS.: A alegação dos motoristas é típica dos invasores. Os mesmos são orientados para o que acontecer na invasão dizerem que é culpa de alguém de fora. Os únicos interessados em colocaaar terra e entulho por alí são eles.

Dizem que não degradam o meio ambiente, mas agora não vou falar nada. Olhem as duas fotos seguintes e comentem;

 Essa árvore era assim...


 Vejam como ficou...


sábado, 17 de julho de 2010

Crônica de uma morte anunciada. degradação do meio ambiente na invasão dandara.

Nasci pequena! Igual a mim, muitas outras minhas amigas. Somente a metade de nós consegue crescer. É assim que somos, como a Natureza nos fez.

Fui crescendo rápido. Durante meses meu tronco foi engrossando, minhas raízes se aprofundando e a quantidade de ar que eu respirava aumentava cada vez mais.
Era gozado eu respirava ar ruim e deixava sair o ar bom. Eu era uma máquina muito eficiente. Era muito legal!!!

As chuvas refrescavam meu tronco, meus galhos e minhas raízes faziam a festa no terreno onde nascil.
Fui crescendo cada vez mais. Forte, meu tronco já alcançava uma altura muito boa. Lá de cima, eu apreciava em destaque a rua onde eu estava. Havia algumas amigas por perto. Poucas, não restam dúvidas, mas assim como eu, dispostas a ficarem cada vez maiores.

Sol, ventos, chuvas fortes e fracas, dias nublados e dias de forte luz. Eu dava sombra, retirava do ar as impurezas que o homem colocava.

Uma noite aconteceu algo estranho. Pela madrugada chegaram uns homens e mulheres com um monte de coisas na mão. Fizeram buracos aqui e ali. Fiquei apreensiva, mas feliz. Será que outras amigas viriam me fazer companhia? Qual foi minha desilusão. Eles se denominavam “sem-teto” e na maior gritaria e algazarra diziam que iam invadir o terreno onde nasci. Primeiramente levantaram barracas de lona preta e depois de alguns dias eu já via crescer ao meu redor barracos de tijolos de barro, tudo sem um pingo de ordem ou organização, pois uns construíam nos fundos das áreas demarcadas por eles, outros, na divisa com a rua. Ficou feio o imenso terreno onde nasci. Muitas amigas minhas tiveram sua vida ceifada nestes fatídicos dias, agora, só restam algumas do outro lado da rua. Somente eu ainda resistia bravamente.
Eis que um dia, de repente tenho uma visão aterradora. Um homem chegou no pedaço de terreno que inda me restava segurando um machado e uma serra. Tremi desesperadamente pois não posso ver estes objeto. Pressenti que era o princípio de um sofrimento sem tréguas.

Começou a me golpear! Quisera naqueles momentos que se passaram que meu tronco fosse mais frágil, que eu não fosse tão resistente. Mas, não, eu estava só, suportando a violência com que o machado vinha ao meu encontro. Uma vez, duas, três, dezenas de vezes...

Senti fortes dores. Meus galhos ainda sem folhas, sucumbiram diante da sua frieza e insensibilidade. Um a um, caíram pelo terreno. De nada adiantava eu gritar, como já disse não fui feita para gritar. É verdade que quando vamos ficando velhas, ainda podemos ser aproveitadas como madeira para lenha, para o homem cozinhar e aquecer-se com suas lareiras em locais frios.

Em dados momentos eu pensei que o homem pararia de cortar meus pobres e frágeis galhos. Não parou. Continuou a golpear-me sem dó, nem piedade. Fui diminuindo, ficando pequenina e imaginei que poderia ser assim mesmo. Puxa, eu vou ser diminuída para ficar menorzinha e ser levada para outro lugar para de novo renascer forte e quem sabe, maior ainda do que sou!

Sentia-me moribunda. Tentava de todas as formas me manter ainda de pé. Não mais poderia sentir o vento em meus galhos e folhas, não mais poderia receber meus queridos amigos para abrigá-los do vento, não mais poderia oferecer meus galhos para os pássaros construírem seus ninhos. Não mais sentiria o frescor da manhã, a intensidade do Sol com seus raios dourados a atingir toda a minha copa. Não mais sentiria a suavidade da tarde e o encanto do orvalho da noite. Não mais daria a sombra protetora dos dias ensolarados.

Meu tronco explodia. Pedaços de mim saltavam para todos os lados. Eu procurava resistir, contraindo-me, deixando que minha seiva percorresse o interior de mim, livrando-se da lâmina implacável do machado.
Lutei desesperadamente para a dignidade de minha estrutura se manter ainda viva. A dignidade que era a contradição da insensatez do homem que ao derrubar-me, diminuía a teia da vida, essa teia tão cheia de complexidade e tão tênue para todos nós, independentemente de sermos o que somos: vegetais, animais ou minerais...

A minha base de sustentação ia sendo destruída, a cada movimento do homem. Os vasos do meu xilema, que conduzem a seiva bruta até às folhas pelo alburno, e os elementos condutores do floema, transportam a seiva elaborada até as raízes. Tudo destruído. Por momentos imaginei que ele assim o fazia, para manter o compromisso com quem o havia contratado de seguir até o fim. Caso, quem o tivesse contratado chegasse e me visse ainda de pé, não o teria pago. Seu trabalho não estaria terminado. Ele deveria ter mulher e filhos para cuidar, o dinheiro era importante para ele. Não poderia deixar de perdoá-lo...
Resisti até o quanto pude e em um dado momento sentia-me fraca e só. Com surpresa para mim mesma, soltei um grito de dor e tombei pelo terreno.

Estava consumado. Jazia pelo duro chão...

Nos momentos que ainda me restavam imaginei-me florindo, dando a sombra tão disputada para quem se aproximava de mim. Era uma das poucas árvores do terreno que ainda resistia. Olhei para sua imensidão e o vi sem a minha proteção. O homem juntou pedaços de mim e arrastando-me, colocou o que ainda era tronco partido em um outro lugar ali perto.

Enquanto era arrastada, olhei pela última vez onde eu tinha morado. Ainda restava um pequeno tronco que exalava um cheiro que só nós vegetais sentimos. Um leve odor que enchia o ar de queixumes. A minha seiva, ainda tentava subir para suprir o que não poderia mais atingir. Estava terminado...

De longe, um pedaço de tronco, que um dia deu tudo de si para todos que se aproximavam de mim. Nunca exigi nada de ninguém, nunca pedi nada a quem quer que fosse. Vivi e servi. Vim para servir e amar. Fui toda amor e dedicação.

Por fim, eu peço perdão a todos aqueles que não pude ajudar. Sentia muito em não poder dar frutos. Isso foi deixado para outras amigas minhas. Minha função principal era dar sombra...
Eu sou o símbolo da vida que se renova... Eu te perdoo pelo que foi feito e, ainda, te peço perdão pelo que não fiz. Te peço perdão pela rua que "sujei" com as minhas folhas. Assim o fiz, para que depois eu ficasse verde por toda a Primavera e você me amasse... Adeus. (adptado de Antonio Jorge Gouvêa-www.educacaopublica.rj.gov.br)

Eu era assim... Minha frondosa copa dava sombra a muitos...


Olhem como me deixaram...

Será que essas pessoas tem um coração???
Como podem ser tão frios???


Isto demonstra a todos como o terreno invadido está sendo degradado. Os que lá dentro estão, incentivados por suas lideranças,lamçãm mão de todos os subterfúgios para degradarem o ambiente... O terreno onde esta arvore nasceu, possui diversas nascentes de águas que formam o Córrego Olhos D'Agua, que desagua na Lagoa da Pampulha... Se continuar assim, o mesmo será só esgoto nos próximos anos...


ocupação dandara, mst, movimento dos sem terra, terreno, pampulha, céu azul, enseada das garças, trevo, brigadas populares, meio ambiente, belo horizonte,

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Favelização da Pampulha: De quem é a culpa?

De quem é a culpa?

Hoje, a região da Pampulha, mais especificamente os bairros Céu Azul, Garças e Trevo enfrentam um dos maiores problemas já vividos pela sua população. Incrustada numa área verde de cerca de trezentos mil metros quadrados, conhecida pelos que lá residem por “ fazenda”, encontra-se uma invasão desordenada e comandada desde o início de abril pelo MST.Hoje, mais de quatro meses após o ocorrido fato, uma pergunta prevalece: De quem é a culpa?
A maioria de nós imediatamente reporta a culpa ao governo e a falha em sua política de habitação ou até mesmo a falta dela. Mas neste caso, chamo a atenção para algo não muito bom de se ouvir e que muitos não admitirão: Todos nós temos culpa!



Comunidade
Sim. Penso inclusive que a comunidade do entorno tem grande culpa com relação a esta abominação que hoje assola a todos! A comunidade geralmente é passiva e não se manifesta. Parece ser uma conduta brasileira não lutar por aquilo que é importante para a mesma. O posicionamento é sempre o mesmo. Esperar que alguém tome providências por aquilo que nos afeta diretamente! Ora, os mais interessados sempre foram os moradores, pois hoje, seus imóveis se encontram arrasadoramente desvalorizados e os índices de violência superaram todas as estatísticas da região. Os invasores são diariamente protagonistas de várias confusões. Além das ocorrências comuns entre “pessoas” do nível dos que lá habitam, como brigas, drogas , roubos e comportamento imoral a todo tempo, ainda fizeram das ruas que os circundam, verdadeiros depósitos de lixo. O lugar hoje cheira mal! Tudo que não se pode normalmente é feito pelos invasores: Queimadas, desmatamento, destruição das nascentes, roubo de água e luz. Mas o que significa isto para quem se acha no direito de habitar numa área que tem dono? Nada! Já devíamos saber. O interessante é que mesmo a Copasa tendo instalado um hidrômetro no terreno, o abastecimento clandestino vindo de outras ruas já foi facilmente providenciado por eles. A iluminação pública se tornou precária, já que várias lâmpadas foram queimadas por conta de gatos É impossível chegar a região e não sentir o peso da favelização! Mas a grande maioria afetada continua calada! O impressionante acontece com os comércios da região. Estão como que amando o acontecimento, pois assim faturam dobrado. É sabido por todos que não se pode entrar material de construção, mas os depósitos do bairro Nova Pampulha estão abastecendo o local com a entrada diária de tijolos, cimento, areia entre outros, provando apenas o que todos nós já sabemos: O individual se sobrepondo sobre o coletivo.Algumas pessoas enxergam os fatos e se posicionam. Lutam quase que sozinhas por um lugar que é responsabilidade de todos. Levam nas costas o peso de uma comunidade omissa que parece merecer as desgraças que a acometem. Não deveríamos ter medo. Deveríamos era termos vergonha de nossa passividade. Então, merecemos o que temos hoje!


Construtora Modelo.
A dona do terreno alega que por muito tempo vem tentando junto à Prefeitura de BH a liberação para o início das obras. É claro que os processos devem ser burocráticos e no caso de uma área tão grande e possuidora de nascentes que formam o Córrego Olhos Dágua, o SMAMA e o COMAM, que são os órgãos responsáveis pelas questões ambientais devem ter feito mesmo muitas exigências. A invasão aconteceu da noite para o dia,pegando todos de surpresa, assim como qualquer outra conduta criminosa. Isso é fato! Mas a questão é que ,até que a lenta justiça decida sobre a reintegração de posse, a Construtora Modelo deveria ter planejado, dentro da lei, algo que contivesse o avanço da invasão. Não acredito que nada poderia ser feito, pois a mesma foi avisada por pessoas da comunidade que o restante do terreno estava sendo demarcado no seu restante. Será realmente que ao receber estas informações, a mesma, não poderia fazer um pedido a justiça, através de seus advogados, para que tudo se mantivesse como antes, numa área delimitada, até que se houvesse uma definição da justiça? Segundo relato de moradores, que ligaram para o 190 ,em desespero, no dia em que os vândalos partiram para a ocupação total do terreno, ouviram da polícia, todos que ligaram: ” - A área é particular, Somente o proprietário pode fazer algo a respeito!” Agora, que já tomaram todo o terreno, as casas de alvenaria estão se erguendo sem nenhum impedimento. Pergunto: Mais uma vez, o proprietário se omite. Segundo Álvaro Borges de Oliveira, em seu estudo sobre o conceito de propriedade( Uma Definição de Propriedade), o mesmo afirma: “Os poderes inerentes à propriedade são:usar, gozar, dispor, reaver e a exclusividade os quais o proprietário tem a faculdade. Assim, estas faculdades culminam no Poder do Proprietário.Contudo foi visto até então que a propriedade não é só Poder, mas também Dever.”
A meu ver, a Construtora Modelo, falta na atitude de resguardar a comunidade dos bairros citados inicialmente, que compõe o entorno de sua área ,com ações mais efetivas junto a justiça, pois os transtornos vividos pela população já não podem mais ser enumerados, cabendo ao proprietário, por meios legais, o dever de controlar e minimizar os impactos.
A construtora Modelo deveria vir semanalmente ao local, como alguém que se interessa por aquilo que é de sua propriedade, levantar os dados e relatá-los a justiça. Mas também tem culpa...

A Justiça
“Justiça rápida, só a Justiça Poética. Ou seja, aquela que por si só se faz, ou, que podemos chamar, mais apropriadamente, de Justiça Divina.” Isso é o que diz Joaquim Saturnino da Silva, advogado e administrador de Recursos Humanos em São Paulo. Mas não precisamos ser especialistas na área pára termos a certeza de que isso é a realidade da justiça no nosso país. Aliás, basta que vivamos alguma situação onde dependamos da mesma para termos a convicção de que a palavra se transforme em “ INJUSTIÇA”!Os moradores do entorno da invasão na região da Pampulha vivem essa realidade há mais de quatro meses. Ladrões se apoderam de um terreno particular, digo ladrões sem medo, pois o que mais caracterizaria a atitude das pessoas que ali se encontram e causam todo tipo de transtorno ao bairro e o proprietário do terreno e os moradores é quem são questionados quanto a propriedade e honestidade. Para a justiça, os errados somos todos nós! O fato de sermos pessoas que observam a lei, nos tornam menos importantes e os questionamentos são dirigidos a nós! O MST , neste caso, não pode ser criticado ou questionado. E todos nós sabemos que se trata de uma organização criminosa! As reivindicações da comunidade que sofre todo tipo de dano não são levadas em consideração. O fato de que o proprietário do terreno enfrenta burocracias para aprovar o empreendimento que trará benefícios para a região, muito menos. Por conta de brechas na lei e interesses os quais nem sonhamos, por detrás de juízes, desembargadores e outros, estamos perdidos! A justiça prefere se demorar ouvindo os argumentos do MST e seus advogados de condutas questionáveis, diga-se de passagem, a resolver rapidamente uma situação que tem se agravado a cada dia. A “justiça” como sempre, tem engolido com facilidade o discurso que são vítimas de uma sociedade desigual por conta do capitalismo ou trabalhadores oprimidos e injustiçados. É lamentável o que a região da Pampulha vive hoje. Mas, se me permitem um conselho, o melhor mesmo, a partir de agora, é que nos concentremos na justiça divina, pois essa que se apresenta como a solução já perdeu a muito a eficácia e comprometimento com a verdade! Se é que um dia, neste país, foi detentora destes atributos!



A Igreja Católica
Incomoda e é duro de admitir, mas a igreja católica, através da Comissão Pastoral da Terra (CPT) contribui e muito para que o processo de favelização e de degradação desta região se tornem uma realidade.
No começo da invasão, a igreja fez questão de prover todo tipo de doação para os então “sem terras”. Esta é uma questão que me indigna profundamente, pois é frustrante uma entidade tão forte não se posicionar dentro daquilo que ela mesma defende. A igreja alega o caráter humanitário, mas deixa de lado a exortação espiritual, que deveria ser alvo principal para que aquelas pessoas mudassem o rumo de suas vidas. Naquela invasão, nas missas realizadas no local, nunca foi ouvido sequer, uma advertência àquele povo, referente ao respeito à comunidade, a conduta promiscua observada por qualquer um que fique um tempo a mais a observar o terreno, ou a maneira correta de se conduzir na vida. Nunca! Será que a igreja acha mesmo correto tantas atitudes arbitrárias como invasão de propriedade particular ou roubo de água e luz? Não, a igreja não acha correto, mas tem uma atitude pior: Se cala! Os motivos devem ser muitos! Mas o que deveria estar em pauta principal no momento, eram os ensinamentos de Jesus, que a mesma diz perpetuar. Jesus era extremamente perdoador e caridoso, mas nunca poupou a ninguém que estava errado da verdade contida em sua palavra que era capaz de libertar e salvar as almas.
Não adianta dizer que não apóia. Todos conhecem o tão popular, mas verdadeiro ditado: “Quem cala, consente”. A igreja, ao se omitir e não repreender as almas agregou força ao MST e compõe o quadro daqueles que prejudicam a comunidade neste momento. Se a mesma soubesse que, os que aqui estão na sua maioria não precisam, pois tem casas e carros, mesmo assim acho difícil que a mesma tivesse uma atitude diferente. Muitas vezes, algumas atitudes não são convenientes, mas isso decepciona quando vem de autoridades espirituais. Quem deveria ajudar a lapidar as almas, as embotam!

Como escrevi no início deste texto, não quero aqui falar da falida política de habitação. Hoje, não é o foco do que quis dizer, pois, apesar de também ser uma realidade, não é somente culpa do governo aquilo que nos atinge. E também porque não se justifica por esse fato, a falta de caráter de pessoas que usam tais argumentos em seu benefício próprio.
Por ultimo, quero falar do nome que a invasão foi batizada: “Dandara”, em homenagem a esposa de Zumbi dos Palmares que representa até os dias de hoje igualdade e liberdade. O significado do nome em si é “ a mais bela”. O que os moradores vizinhos a esta invasão observam, é que esse ideal que o nome representa só deve mesmo funcionar para os que lá se apossaram de seu lote, pois a liberdade das vidas que compõem o entorno foi cerceada.


Para encerrar, um fato cômico: Todo o terreno é sinalizado com placas da prefeitura, onde se lê o seguinte: “ Propriedade particular. Proibido jogar lixo”. Mas o terrível, é que agora, só é possível ver exatamente lixo e dejetos atrás dos dizeres que um dia nos ajudavam a preservar a “fazenda” .