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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Invasores de terrenos na Capital e Grande BH tem até carro. Com a lentidão da Justiça invasões proliferam...



A cadela “Boneca” é mansa e chega, devagar, para assuntar a conversa. Perto, uma horta com couve, quiabo, cana e banana recém-plantados. Ao lado, um fogão improvisado em um jirau. Tudo, no terreno de 200 m2 onde, há cerca de dois meses, Maria da Ajuda, o marido dela, José César, e o cunhado, Aguinaldo, dormem em uma barraca improvisada.

A família ocupa um dos milhares de lotes “demarcados” com fios de arame, plástico e garrafas pet em uma área gigantesca conhecida como “Fazenda da Baronesa”, no bairro de mesmo nome, em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte.

Antes, o trio vivia no Conjunto Zilah Spozito, na zona Norte capital. “Mas, se Deus quiser, aqui construiremos nossa casinha”, disse Maria da Ajuda, enquanto comia arroz, feijão e frango em uma bacia.

Segundo uma das lideranças da comunidade, o terreno já tem, “oficialmente”, 2.079 lotes de 200 m2. Na lista de espera por uma desistência estariam 500 nomes.

De acordo com o líder, que se identificou apenas como “Zé”, a propriedade começou a ser invadida em 1º de junho. Desde então, o número de ocupantes, vindos de várias partes da região metropolitana, aumentou, e o grupo decidiu se organizar.

Uma “doação” de R$ 10 é pedida a cada família como “pagamento simbólico” para o advogado Felipe Nicolau, que representa a comunidade.


Motorizados
A maioria dos membros parece ser carente. Alguns dos invasores, porém, vão para o local de carro, para tomar conta dos “lotes”.

Na última quinta-feira (26), o Hoje em Dia esteve na “Fazenda da Baronesa” para checar a denúncia de que “lotes” estariam sendo vendidos ilegalmente por preços a partir de R$ 300.

“Quem pode pagar os R$ 10 paga, mas ninguém é obrigado. E não há venda de terreno aqui”, rebateu Zé. Em toda a extensão da área, no alto do morro e nas encostas, é possível ver os “terrenos”. A maioria tem uma placa escrita a mão, com o nome do “dono” e até o telefone. O “aviso” é para as pessoas que, a todo momento, chegam procurando um lugar.

É o caso de Heliton Gomes, de 35 anos, e Jessé Marques, de 30. Ambos pagam aluguel no Conjunto Felicidade, na zona Norte em BH, e na última quinta-feira (26) buscaram terras para ocupar na “fazenda”, em vão. “Vamos continuar tentando. Qualquer cantinho é melhor do que pagar aluguel”, diz Heliton.(Fonte: Jornal Hoje em Dias - Link da materia aqui))

O comércio de lotes em invasões proliferam em Belo Horizonte, até 2009 a PBH estava conseguindo urbanizar as favelas através do "Vila-Viva", mas após a invasão de um terreno na Pampulha, de propriedade da Construtora Modelo, e a morosidade da Justiça de Minas (TJMG) em dar a reintegração de posse aos legítimos proprietários, as invasões proliferaram em BH e Região Metropolitana. Há invasões no Barreiro, Pampulha, Ressaca em Contagem e agora na Granjas Werneck,,, e por trás disto sempre os mesmos líderes já citados aqui no blog...

 Na invasão dandara, na região da Pampulha, carros na garagem são vistos até em fotos no Google.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Invasão Dandara frente realidade do despejo

A invasão instalada no terreno particular na região da Pampulha, batizada pelos seus ocupantes com o nome de “ Dandara”, parece que seguirá a risca o mesmo destino  daquela que inspirou seu nome. Dandara ,  guerreira e esposa de Zumbi dos Palmares, suicidou-se após ter sido presa e não encontramos na literatura dados concretos sobre sua vida e os relatos existentes não passam de lendas.

Com a reintegração de posse a ser cumprida ao término das eleições, ocupantes da mesma juntamente com os de outras invasões, se posicionaram em frente a prefeitura de BH, como sempre, para exigirem o direito de permanecerem em suas casas.  A liderança da tal  Invasão Dandara , desde começo, sabia que o terreno pertencia a uma construtora e mesmo assim incentivou os invasores a construirem no terreno. Nunca houve nada que garantisse a posse da área para os mesmos. Pelo contrário, duas reintegrações a favor dos proprietários do terreno e  muita, mas muita ilusão por parte dos que lá estão.
Hoje, o que se vê, é um ar de desespero e incerteza nos rostos que transitam nas ruas com colchões e crianças em direção ao ônibus que os levarão para o centro da cidade para mais um inútil dia de protestos. Percebam que o número de pessoas é inexpressivo mesmo sendo formado por ocupantes ( desocupados) de três invasões. Mas o fim é próximo...
Devo ressaltar que os moradores dos bairros Trevo, Céu azul e Garças, estão de parabéns, pois da maneira que lhes foi possível, lutaram contra esse desrespeito chamado “ Ocupação Dandara”.
Não temos tempo para ficarmos protestando, queimando pneus nas ruas ou interditando a Praça sete de Setembro, justamente porque o que adquirimos na nossa vida é fruto de trabalho, estudo e sacrifício diário. Coisa que os manifestantes que estão lá na porta da prefeitura, desconhecem!
Esperamos que a justiça Mineira seja ágil , pois merecemos respeito não apenas pela nossa integridade , mas também  porque  pagamos impostos caros demais para que não se tomem providências a respeito de tamanho absurdo!


Por meio de nota, a PBH informou que “os movimentos sociais da habitação popular em Belo Horizonte contam com cerca de 13 mil famílias cadastradas. Famílias estas que lutam de forma organizada, com muitos sacrifícios, para alcançar o tão almejado sonho da casa própria. Desta forma, seria injustiça ‘tirar’ o direito destas famílias, que aguardam há mais tempo na fila da casa própria, privilegiando outras que adotaram a tática equivocada da invasão de terrenos”. A nota prossegue afirmando que “esta tática equivocada de luta não soma e que apenas vai na contramão da política habitacional arduamente conquistada pelos setores mais desfavorecidos da sociedade.” “O uso desta tática nos parece errôneo e desproposital, pois o nosso município conta com um sistema de política habitacional amplamente discutido”, finaliza a nota.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Os invasores, as eleições e a demora para a desocupação

Eleições!
O Brasil para nesta época. Os órgãos públicos e os políticos fingem que trabalham e tudo fica para depois das eleições. É o que estamos vendo acontecer em nossa região. A desocupação do terreno invadido já é uma realidade, todos sabem que terão de sair, mas está tudo muito calmo. Aliás, calmo em parte, pois continuamos sofrendo com os apagões devido aos “gatos” feitos na rede de energia elétrica; com as ameaças; roubos; assaltos e tudo o mais.

Enquanto o tempo se arrasta, os invasores continuam suas construções até mesmo noite adentro, pois segundo a liderança, isso dificultará a retirada dos mesmos e até mesmo lhes renderão indenizações. Ouvi esta conversa dentro da casa lotérica e a pessoa já se julgava o dono do terreno que havia invadido. Fazia planos para o futuro, como se não soubesse que a qualquer momento a justiça poderá enfim agir. Puro engano! Aliás, engano é o que mais acontece ali. No final da semana passada, a COPASA, compareceu ao local e cortou a água de uma parte do terreno, pois segundo o que consegui saber com um funcionário da mesma, a conta atrasada já alcançava um valor exorbitante. O Engraçado é que qualquer pessoa que passar hoje na Rua Geraldo Orozimbo, verá uma tabela de datas colada em um dos barracos referente à cobrança da taxa pela utilização da água. Então, fica a pergunta: Onde foi parar a grana?

Um senhor que conversava comigo no mês passado, no ponto de ônibus, contava-me que pagava R$10,00 de taxa. Se multiplicarmos esse valor pelas mais ou menos 800 famílias que residem hoje no terreno, teremos R$ 8.000,00 mensais. E mesmo assim a água foi cortada? Mas isso não é problema, pois são especialistas em gatos e a “alegria” já foi restabelecida! O Mesmo senhor que me contava da tal taxa, assumiu que tinha casa em outro bairro. Essa é a realidade de uma grande maioria. A grande verdade, é que tem muita gente vivendo à custa desta invasão. Os poucos que são realmente humildes e sem condições, estão sendo enganados, explorados ou enxotados. Temos ouvido aos quatro ventos: Quem não construir em alvenaria, deverá deixar o terreno. 

Esse movimento é uma grande farsa! Eles parecem não temer nada, pois até avenidas estão sendo abertas com tratores.

No momento, esperamos a desocupação do imóvel e quem sabe, uma faxina geral na região, pois a lixo tomou conta das redondezas! Mas, apesar da demora em tudo, parabenizamos a prefeitura, que, firme em sua decisão, não negocia com invasores!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Juiz concede limiinar a invasores

Assentamento Dandara, nos bairros Céu Azul, Trevo e Mangueiras, ocupado por cerca de 880 famílias



A chance de início de obras para a construção de moradias populares em Belo Horizonte dentro do programa Minha casa, minha vida está mais distante. A Justiça concedeu liminar favorável aos ocupantes do terreno batizado de Dandara, em área de 315 mil metros quadrados na região da Pampulha. A área foi ocupada há um ano por ação conjunta do Fórum de Moradia do Barreiro, as Brigadas Populares e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O terreno ocupa um quarteirão inteiro no limite divisa dos bairros Trevo, Céu Azul e Mangueiras, na Região Norte da capital. Cerca de 880 famílias (5 mil pessoas) que habitam a área causam revolta na vizinhança. Moradores da redondeza alegam que a ocupação trouxe prejuízo de cortes na eletricidade e aumento da criminalidade na região.

A decisão do juiz Manoel dos Reis de Morais, da 6ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, garantiu aos ocupantes o direito de permanência no local. “Minha conclusão é a de que estamos diante de um conflito e direitos – propriedade x moradia – e os elementos de prova indicam o segundo como de maior peso a ser protegido, diante do perigo que corre de perecer antes da solução final do processo, razão pela qual a medida liminar de garantia de posse deve ser deferida”, alegou o juiz. A decisão foi favorável a uma ação civil pública ajuizada pelo Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública Estadual contra o estado de Minas Gerais, a cidade de Belo Horizonte e a Construtora Modelo, dona do imóvel. A direção da Modelo alega que está pronta para iniciar obras de moradias populares na região e afirma que vai recorrer da decisão judicial.

A decisão da Justiça foi comemorada pelos ocupantes do terreno, que estão hoje sob a coordenação principalmente das Brigadas Populares. “Já começamos no fim de semana um mutirão para a construção de um centro comunitário. Vamos ter aula de inglês, música, turma de alfabetização e área com dois blocos para nossas assembleias”, afirma Joviano Mayer, um dos coordenadores dos nove grupos do Dandara. A meta dos moradores, diz Mayer, é desenvolver um plano diretor com projeto urbanístico para a área. “Não queremos reproduzir mais uma favela lá, como estão falando. Vamos olhar a parte urbanística e ambiental. Somos também vítimas do programa Minha casa, minha vida, que até hoje não construiu nenhuma moradia popular em Belo Horizonte”, ressalta o coordenador.

Segundo ele, os habitantes do Dandara tentaram negociar com a prefeitura de Belo Horizonte as obras para moradias no terreno. “Fizemos a proposta de deixar 50% das famílias que já estão lá e incluir o restante de famílias contempladas por interesse social da prefeitura, mas eles não aceitaram”, diz. O diretor da construtora Modelo, Fábio Guimarães Nogueira, também discorda da proposta. “Não acreditamos que a ocupação do terreno seja uma solução de moradia. As obras precisam ser feitas com projetos de infraestrutura adequados para a região”, afirma.

O secretário de administração regional da Pampulha, Osmando Pereira, alega que a ocupação Dandara não faz sentido. “Temos uma fila grande de pessoas aguardando a seleção para a casa própria. É como se as famílias que estivessem lá furassem a fila. E tem gente de outras cidades e até de outros países ali”, diz. A ocupação, afirma, trouxe uma clientela nova para a região e não há infraestrutura suficiente para atender às demandas locais.

Geórgea Choucair - Estado de Minas

Publicação: 06/04/2010 06:27 Atualização: 06/04/2010 07:47

Comentários

Autor: Etiene Oliveira

Um absurdo o que acontece aqui na região desde essa invasão. O que as autoridades não sabem é que a maioria tem casa na Vila Bispo de Maura. É um povo baixo que joga lixo e esgoto na rua, brigam,ameaçam a vizinhança! Esse Joviano Mayer é um estudante aspirante a advogadozinho medíocre! Fora MST!!!


Autor: Joel Francischetti
Olhem na Foto é ou não é uma favela e, onde há fumaça há fogo! Estão vendendo sim já áreas no terreno invadido. Tem gente que tem mais de um pedaço demarcado e já está vendendo as partes...e, todos pagam para às coordenações um valor em dinheiro mensal, ouví isso da boca de um invasor no ponto onibus

Acho também, não tenho certeza, que a Vara competente para julgar esses conflitos são as varas civeis e não a Vara de Fazenda que obsta em julgar conflitos como Tributos Estaduais e materias de interesse do Estado de MG, o que parece que não é o caso, não é mesmo?
utor: Joel Francischetti


E a insegurança então... roubos assaltos e invasoes de residencias... minha casa foi arrombada 3 vezes após a invasão, antes era uma paz só! e o DIREITOS HUMANOS!!! Acho que teriam de atentar para isso e não DEFENDER BANDIDOS que roubam terras e tudo o mais...

Autor: Fabrí­cio Moreira
Ao senhor Leandro muniz desses comentários aqui... Queria ver se a invasão fosse na sua casa ou em um lote ao lado de seu apto se vc iria dizer que isso é um símbolo de cidadania.É um absurdo o que se faz.Invadir um terreno PRIVADO e ainda ter que ouvir que é um símbolo de cidadania.ACORDA!!

Autor: Joel Francischetti
Tambem esclareço que isto é uma manobra politica do MST e seu braço Brigadas Populares para desestabilizar a politica habitacional da PBH que está indo de vento em popa com o Vila Viva etc... BH está resolvendo o problema das favelas

Autor: Solange Aparecida Medeiros Ferreira
Leandro , desde quando eu compro não tenho que dá satisfação do que devo ou não fazer, desde que esteja dentro da lei. agora, deixe eles praticar "cidadania" no que é seu ou em frente a sua casa. Vai mudar de opinião e dizer que filho de pobre não tem sorte.Dignidade é ser honesto e trabalhador.

Autor: Patricia Francisca dos Santos
Para conseguir algo, me individei até o pescoço, sou trabalhador igual a qualquer um. Estes movimentos são nojentos, querem tudo de graça, façam como eu, trabalhem para comprar.

Autor: Transcurier LTDA
O governo também nunca me deu moradia... quer dizer então que só por isso posso sair invadindo terrenos PRIVADOS por aí? Alguém investiu dinheiro PRIVADO, e NÃO PÚBLICO na compra desse terreno. Isso é invasão de propriedade. É CRIME! Chega de passar a mão na cabeça desses movimentos ditos "sociais"!

Autor: humberto gobira
É muito triste o problema da moradia no Brasil, para as pessoas carentes e a responsabilidade total é dos governantes. Não poderia deixar que fossem construidas favelas em local nenhum, com invasão ou sem invasão. Cadê a autoridade dos governante?

Autor: leandro muniz
A ocupação Dandara é um símbolo de cidadania! O lote que antes era usado para especulação imobiliária, hoje serve de moradia para as famílias desabrigadas. O juiz simplesmente seguiu aquilo que está na constituição. Parabéns ao MST e as Brigadas Populares por fazer valer o direito a dignidade humana!

Autor: Antonio Aldo Nogueira Goncalves
Enquanto não houver uma politica séria, mas sim esses grupinhos de PT e similares que usam o povo para elevá-los, será essa vergonha. Esses MSTs deveriam ser esmagados ao nascer...

Autor: Solange Aparecida Medeiros Ferreira
Se houvesse interesse "politico", tudo ja estaria resolvido. Vejam a linha verde, cid. administrativa, antonio carlos, etc.Mas como envolve povo não fazem nada.Deveriam fazer casas populares com infraestrutura e pronto, que estes movimentos, principalmente mst que vão para o inferno, só agitam...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Invasao dandara : Quase um ano e o impasse continua

As vésperas de completar um ano, (Faltam somente alguns dias), ainda continua indefinida a situação do terreno invadido pelos “sem-terra” do MST e Brigadas Populares na Pampulha em belo Horizonte. O mesmo foi invadido na madrugada do dia 09/04/2009 e até hoje continua a briga no Tribunal de Justiça de MG TJMG.

A posse do terreno foi reivindicada imediatamente por uma empresa construtora de Belo Horizonte, sendo concedida a reintegração de posse. Não satisfeitos o MST entrou com um pedido de mudança de jurisdição do foro, querendo que o processo fosse julgado na vara de questões agrárias, sendo-lhe negado o pedido pelo motivo de que o terreno encontra-se em área urbana, cercado por residências e no município de belo Horizonte. Não satisfeitos MST e seus asseclas entraram com um mandado de segurança na Corte Superior do TJMG e com isto o Desembargador relator do processo e responsável pelo processo deu aos invasores a faculdade de poder permanecer no terreno até o julgamento do caso.

Assim, os invasores aproveitaram a demora no julgamento do processo pelo TJMG e no dia 12/07 tomaram posse do restante do terreno e incitados pela liderança da invasão começaram a construir barracos de alvenaria. A PMMG bem que tentou barrar a entrada de materiais de construção, mas seu efetivo é pouco para o tamanho do terreno, quando ela está vigiando um lado os invasores entram com material por outro lado. Usam Kombis, automóveis e carrinhos de mão para entrar com tijolos e outros materiais. Tem inclusive um deposito de materiais de construção instalado dentro do terreno (ao lado da escola) que fornece todo e qualquer tipo de materiais para o mesmo (veja flagra de uma Kombi sendo carregada com material de construção).

Aqui, vemos a mesma dentro do tereno invadido...
Hoje, já deparamos com barracos de 4 e 5 cômodos e com automóvel na garagem,,,

Hoje, o que a população do entorno vê é o crescimento da invasão e a favelização do local onde acontece de tudo: roubos, assassinatos, linchamentos, tráfico, ameaças á população vizinha, roubos de energia e água através dos “gatos” etc e, preocupada não tem onde reclamar... Muitos moradores da região colecionam vários Boletins de Ocorrências é o que podem fazer quando deixam sua casa por um minuto e ao voltar encontram suas casas arrombadas e seu patrimônio dilapidado.

A sujeira impera no local. Se passarmos por uma rua de terra ao lado do terreno invadido é comum vermos enorme quantidade de lixo e sacolas plásticas cheias de fezes que os mesmos jogam na rua, Uma porcaria só!

Como sempre dissemos neste Blog desde o inicio da invasão, cremos que tenha dentro do terreno, invasores que precisam mesmo de uma casa, mas a sua maioria (90%) são aproveitadores! Já possuem suas casas (a maioria na Vila Bispo de Maura, Céu Azul, Lagoa, Leblon) e só passam o dia no barraco (ou pagam para alguém vigiar) e à noite vão para suas casas. É comum vermos isso acontecer no início da manhã quando chegam (uns até de carro) e quando vão embora à noite.

A demora no julgamento do processo esta sendo enorme, só para os leitores verem um exemplo, desde o dia 20/01 o processo está nas mãos do Ministério Publico de MG para vistas e até hoje não retornou ao TJMG, já fazem 33 dias que o mesmo está emperrado naquele órgão. O que está acontecendo não se sabe, Mas deveriam dar uma satisfação aos moradores da região, pois estamos com medo! Muito medo e já se vai fazer um ano! Já sabemos de moradores que estão mudando de região, vendendo suas casas por uma ninharia para poder ficar longe do que esta acontecendo por aqui!

A construtora, que no início atendia prontamente as indagações da população já não fala mais nada, será porque sumiram? O que sabemos é através dos invasores e para os mesmos “eles já são donos do terreno” e para tirá-los a construtora terá que indenizá-los. Incrível não é? Mas escutamos estas palavras ditas pelos lideres da invasão ao incitar os invasores a construírem os barracos em alvenaria. Um absurdo isto! Vindo de Padres e Bacharéis em Direito não é mesmo?
Esperamos que este impasse não se prolongue mais! E que a Justiça seja feita, pois estamos perdendo a fé na mesma!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Igreja Católica, o PT, o MST e os Direitos Humanos

João Bosco Leal*


Em outubro do ano passado, todo brasileiro pôde assistir, pelas emissoras de televisão, as imagens criminosas do MST derrubando 12.000 pés de laranja produzindo, na fazenda do grupo Cutrale, líder mundial na produção de suco de laranja e um dos maiores exportadores do país.

Na semana passada, a Justiça emitiu vinte ordens de prisão contra os líderes do grupo. Após cumprir parte da ordem, a polícia mostrou um vídeo, apreendido na casa do chefe local do MST, Miguel Serpa, onde o mesmo aparece, momentos antes da invasão, incitando seus comparsas: “Viemos aqui para, no mínimo, dar prejuízo”.

Como presidente da Cocafi, uma cooperativa de prestação de serviços aos assentados da região de Iaras, município onde se localiza a fazenda invadida, Serpa assinou junto ao INCRA, no ano de 2007, um convênio no valor de R$ 13,4 milhões, mostrado esta semana pelo Jornal Nacional.

O compromisso era explorar a madeira e, com o dinheiro arrecadado, realizar melhorias no assentamento, sendo que, de acordo com os assentados, nada foi feito. Agora, Serpa responde na Justiça por desvios de recursos obtidos com a venda de madeira do INCRA, numa operação cujo prejuízo aos cofres públicos foi calculado em R$ 4 milhões.

Em outro vídeo, o ex-prefeito de Iaras, Edson Xavier, do PT, e a esposa de Serpa, vereadora também do PT, chamada Rose MST, aparecem dizendo aos invasores o que eles deveriam fazer para destruir as lavouras e os equipamentos.

A polícia também encontrou, em um assentamento do MST próximo, toneladas de adubo, defensivos agrícolas, máquinas, motores, ferramentas, combustíveis, mudas de laranja e até computadores pessoais dos funcionários, tudo roubado da fazenda invadida, identificado através de números de série e pelos funcionários da propriedade. Também foi encontrada, no mesmo assentamento, uma arma Winchester calibre 44, de uso exclusivo das forças armadas.

Após toda essa bandidagem, leio agora um manifesto da Comissão Pastoral da Terra, CPT, órgão da Igreja Católica que patrocina invasões de terra, criticando a “espetacularizção” das prisões desses bandidos.

O texto diz: "A imagem de Miguel Serpa [líder do MST] algemado foi estampada nos jornais e veiculada nos noticiários dos canais de televisão brasileiros. Onde estão o presidente do STF, Gilmar Mendes, e os demais ministros do Supremo e os políticos tão ciosos da preservação da dignidade humana? Por acaso se ouviu da parte deles a condenação do abuso da ação policial na prisão dos trabalhadores?", questiona a CPT.

"O que é mais grave, a destruição de alguns pés de laranja ou o assalto aos cofres públicos? Na interpretação das mais altas autoridades do Judiciário, quem desvia recursos públicos, quem se locupleta com os bens da nação, merece um tratamento cuidadoso, pois sua dignidade não pode ser arranhada".

Nos últimos anos, a Igreja Católica vem se envolvendo cada vez mais em assuntos distintos daqueles para o qual foi criada, a evangelização, tornando-se uma das maiores, ou a maior incentivadora das invasões de terras, tanto por sem-terras através da CPT, como por índios através do CIMI.

Agora, pelo manifesto, briga para que bandidos presos não possam usar algemas, pois não é “digno”, como também o fizeram lideranças do PT e do MST realizando diversas manifestações contrárias às prisões, inclusive no Fórum Mundial Social que ocorria durante a semana. Para a sociedade brasileira, ficam cada vez mais claros os elos que envolvem a Igreja, o MST e o PT.

Parece que “digno”, para a CPT, o CIMI, o PT e o MST, é destruir, roubar, matar e poder continuar aplicando golpes contra o estado de direito, a democracia e a convivência em sociedade, sem ser molestado, sem que ocorra nenhum tipo de consequência, pois o governo é do PT.

A Igreja comparou, no manifesto, a gravidade dos que destroem “alguns” pés de laranja com a dos que assaltam os cofres públicos, para se referir ao tratamento utilizado pela polícia. Não é necessário haver comparação, pois, assim como os assaltantes do patrimônio público, os invasores, destruidores e ladrões de propriedades rurais, de casas, de veículos, ou os traficantes dos morros cariocas, são TODOS BANDIDOS, TANTO QUANTO OS PADRES PEDÓFILOS.

A CPT, o CIMI, o MST e o PT ainda não promoveram nenhuma manifestação em favor dos que já foram roubados, humilhados ou morreram nessas invasões. Também nunca se pronunciaram em apoio aos familiares dos soldados mortos em combates com traficantes ou das crianças molestadas sexualmente.

Se estas entidades querem falar sobre Direitos Humanos, vamos falar sobre o direito de todos, e não só sobre o dos “companheiros” envolvidos na luta pela mudança do regime político no país, agora através da tomada generalizada do Poder Constituído, já que muitos deles tentaram, em outra ocasião, através dos diversos assaltos e crimes cometidos na guerrilha armada, e não conseguiram.
*João Bosco Leal – www.joaoboscoleal.com.br

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Vereadores intimidados votam PL 728/09 (Minha casa Minha Vida) sem o art 13.

Os vereadores de Belo Horizonte deixaram de dar uma grande contribuição à população do Município de Belo Horizonte ao rejeitarem o artigo 13 do Projeto de Lei 728/09, que estabelece normas para o Projeto Minha Casa Minha Vida da Prefeitura de Belo Horizonte.


Pressionados pelos invasores presentes na CMBH nos dias de votação (Invasão de Camilo Torres no Barreiro e Invasão Dandara na Pampulha) os vereadores alegaram a inconstitucionalidade do artigo para o retirarem do Projeto.


Com isso, admitiram que invasores de terrenos possam participar e tomarem o lugar de pessoas carentes e que realmente precisam nos projetos Habitacionais da PBH e Minha Casa Minha Vida.


Abaixo a relação dos vereadores que votaram pela rejeição do artigo.

Os leitores saberão analisar e ver em quem votar nas próximas eleições.


1 Sim, 6 abstenções e 21 contra o artigo.